segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

#Suíça e Monte Saleve (França)


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Mais uma vez a noite foi longa. Ontem fiquei conversando com o Gabriel até umas 4h da manhã, até que decidimos ver um filme. Não deu cinco minutos e eu já estava dormindo. Foi muito legal conversar com ele... batemos muito papo cabeça sobre várias coisas. Inclusive, durante o dia, ele deu uma aula de Suíça pra gente, falando mil coisas inacreditáveis (tais como a vida do professor, os recursos que o país dá para o cidadão, como funciona a escola e a faculdade, sobre a classe dos “sem futuro” e coisas do gênero – pretendo dar uma aprofundada nesses assuntos assim que eu tiver tempo, o que eu estou vendo que está escasso).

De acordo com o planejamento, visitamos o Monte Saleve (França) na parte da manhã. Durmi praticamente o caminho todo, mas acordei a tempo de ver as paisagens verdes-amarelas do início do inverno suíço, em contraste com as grandes montanhas cobertas de neve (até consegui uma blusa diferente para mudar um pouco as fotos HAHAHA).





Quando chegamos na estação de esqui, a impressão que tivemos com a neve foi a mesma de alguém que conhece a praia pela primeira vez. Era tudo tão branco e tão molhado e tão fino (como se fosse uma areia). Ver as pessoas chegando e as crianças se divertindo foi muito importante para compor essa paisagem que vai ficar pra sempre na lembrança.




Como a neve pegou todo mundo desprevenido, a estação de esqui ainda não estava funcionando. Logo, nos contentamos só com as fotos andando na neve. Dica: neve escorrega. Mesmo que você não a veja, ela está debaixo do seu pé no asfalto que você está pisando.





Os pés afundavam quase até o meio da canela, e sentir as mãos e os dedos congelando era previsível. Aproveitamos a paisagem, deitamos na neve, fizemos anjo, corremos, brincamos de guerra de bola de neve, fingimos que éramos modelo, encenamos um tombo e aproveitamos ao máximo aquele lugar.













Descemos o monte olhando para a janela, perplexos com a paisagem do lugar. Passamos no supermercado para comprarmos algumas coisas para o almoço, e é claro, comprei chocolate. Espero que você não tenha se esquecido que chocolate na suíça é o que há de melhor. Comprei também uns sabonetes diferentes pra ver se dou um jeito nessa ‘matilha’ de espinha que está na minha cara.


Depois de dormir quase a viagem toda, chegamos na casa do Mazinho e tivemos um almoço a la brasileira. Já tinha um bom tempo que não comíamos uma boa feijoada com arroz e farofa. Foi fino.

Na ânsia de conhecermos mais um pouco da cidade antes que fôssemos embora, saímos de casa para conhecer alguns pontos da cidade. O Gabriel, filho do Mazinho, tem 14 anos e é um cara muito disposto. Ele fala português e conseguiu nos direcionar muito bem por dentro de Genebra. Ele foi um ótimo guia turístico.

Ficamos mais uma vez contando as moedas para comprar um ticket pro ônibus, e fomos direto para o lago de Genebra. Saímos dali em direção à Catedral de St. Pierre fundada por Calvino. Não conseguimos entrar pois era domingo, e estava tendo uma programação especial. Uma pena... O Museu da Reforma Protestante também já estava fechado e conseguimos só ver o primeiro salão (e mesmo assim sem fotos). A única coisa que conseguimos ir foi na Praça Nova (a praça da Reforma Protestante). A praça é gigante e conseguimos tirar algumas fotos com as esculturas dos principais líderes da reforma, no tabuleiro de xadrez gigante e na patinação de gelo.






Entrada do Museu.



Praça da Reforma.
Uma coisa que talvez não seja nada emocionante para uns, para mim foi muito legal. Apesar de em BH sempre ter pistas de patinação de gelo em vários locais, os preços são em sua maioria absurdos e por tempo determinado. Ali na Praça da Reforma, tinha uma pista relativamente grande na qual você nem precisava pagar, e podia ficar o tempo que quisesse. Como não tínhamos os patins, pagamos 2 francos pelo aluguel por tempo indeterminado. Descobri que levo jeito pra coisa. Apesar de ter dado uma desequilibrada feia que a câmera não registrou, me senti muito a vontade patinando. Quero praticar mais.







Precisávamos olhar as nossas passagens para Paris. Sairíamos da praça direto para a bilheteria. Porém, como já foi falado aqui no blog, Genebra recebeu muitas alterações nas linhas rodoviárias recentemente. Além da luta que foi para comprarmos mais ticket de ônibus, o Gabriel (nosso guia) ficou perdido umas três vezes. Rodamos Genebra até chegarmos na bilheteria e conseguirmos algumas informações. Apesar da passagem ser mais cara do que esperávamos, precisou ser assim.

Pegamos o trem e fomos para a igreja que o Gabriel e sua família congregam. É uma Assembléia de Deus. O culto já havia começado e hoje era dia de uma cantata das crianças. Todos eles foram muito receptivos conosco, e inclusive, teve todo aquele processo de “Quem está nos visitando hoje pela primeira vez?” HAHAHA

Saímos da igreja por volta das 21h e fomos para casa. A janta foi mais uma vez, maravilhosa. Acho que ainda está para existir comida igual a do Brasil (ah, e eu devo ter comido umas cinco mexericas enquanto esperava a janta. Mexerica é o que há).

À noite conversei com meus pais e não tardei a dormir. Conversei com meus amigos queridos da Célula Na Crista Com Cristo na confraternização que teve logo depois do culto. Tinha muita comida na mesa o.O fiquei com muita fome. Enfim, o dia de hoje seria correria total.

Que Deus abençoe a vida do Mazinho e da sua família, protegendo-os e dando a eles a paz que excede todo o entendimento.

(Como estou postando isso hoje, amanhã de manhã posto as nossas aventuras no primeiro dia em Paris)

sábado, 17 de dezembro de 2011

#Geneve (Genebra) - SW

“Jamais se esqueça de que aquilo que dá valor a um sacrifício, não é a renúncia que ele exija, mas o grau de amor que inspira a renúncia.”
Cirilo de Alexandria

Passar por várias cidades de um país, chegar tarde em casa, tentar dormir, acordar cedo, pegar o trem em direção a Suíça e VER A NEVE, não tem preço... para todas as outras, existe MASTERCARD.

Ainda na Itália, chegamos a estação de trem Stresa para embarcarmos para a Suíça. Algumas jovens estavam agarrando a fila e por três minutos não perdemos nosso trem. Imagina sete malas para duas pessoas (eu também não sei de onde saiu tanta mala).

Com a queda brusca na temperatura da noite de ontem para a manhã de hoje, já conseguíamos ver na Itália a neve sobre as montanhas. Dessa vez não tivemos nenhum problema com a imigração. Pediram nossos passaportes, perguntaram para onde estávamos indo e tudo se resolveu. Como estou, na maioria das vezes cansado, cochilei por alguns instantes. Ao abrir os olhos e ver tudo branco do lado de fora da janela, cheguei a pensar que a neblina estava intensa (que júnior da minha parte). ERA NEVE! E não era pouca neve, era muita. Apesar do mesmo branco, cada árvore, cada casa, cada carro, cada indústria... tudo era muito diferente... e branco... e lindo. Pena que foram as únicas fotos com neve que conseguimos tirar (até agora).


Após três horas de viagem, chegamos em Genebra (Suíça). Esta região é uma das mais baixas do país, portanto, a que menos neva. Vamos tentar visitar alguma montanha para pelo menos encostar na neve. Este tempo que vamos passar por aqui, ficaremos hospedados na casa de um amigo antigo da minha família, o Mazinho. Um amigo dele (o Pr. William) nos buscou na estação ferroviária e nos levou até a casa dele. Foi muito legal no caminho ver como é Genebra (até mesmo porque, teremos pouquíssimo tempo para conhecer, precisamente, um dia).

Fomos muito bem recepcionados pela sua esposa Sônia, e ainda tivemos uma pizza muito boa para o almoço (e não era pizza a la italiana... era aquela pizza a la brasileira com muita massa e recheio).

Sem delongas, aproveitamos que a Sônia precisaria comprar algumas coisas e saímos junto com ela. Essa semana teve uma alteração nas linhas rodoviárias de Genebra. O governo instalou algumas estações de trem e tudo estava diferente. Além disso, eles instalaram novas máquinas para a compra de ticket nos próprios pontos, e foi cômico a gente ficar enfiando moedas de franco e euro no buraco indicado e as moedas caírem na parte de baixo. Não conseguimos comprar o ticket. Tivemos (mais uma vez) que arriscar pegar o trem até um certo ponto. De acordo com a Sônia não teria problema já que tentamos comprar os tickets.


O que os olhos não veem, você não consegue perceber o quão engraçado é. Imagina uma pessoa com um black-power MUITO power. Estão vendo onde eu estou sentado? O cabelo da mulher ocupava os dois bancos paralelos. O trem inteiro conseguia ver. Raxante.

Descemos na rua mais cara do mundo, e andamos um pouco. Vimos umas pessoas louvando a Deus no meio da rua (e uma das músicas era do Jeremy Camp em italiano). Descobrimos que a máquina estava sem cartão (motivo pelo qual tiramos pouquíssimas fotos - apesar de que não vimos tantas coisas).


Não se se você sabe, a Suíça é um país protestante, e importantíssimo na história da Reforma Protestante. Estou pesquisando para saber mais a respeito, então em breve trago maiores informações.




Entramos em uma loja que chama XXL, que tinha cinco andares cheio de eletro-eletrônicos. Ficamos passeando por lá esperando o Mazinho nos ligar para nos encontrar no centro de Genebra.


Recebemos as instruções do Mazinho para nos encontrar com ele, mas, como é suscetível a todo meio de comunicação ter falhas, houve um desencontro. Ele pediu para andarmos em direção a um lago ali perto, e nos dirigirmos ao relógio... Nós vimos vários relógios no caminho. Eu achei que fosse o relógio que fica em cima da ponte do lago, e ficamos sentados no deck esperando por ele... hahaha. Foi bonito ver a cidade acendendo e os pombos indo embora em bandos.



Depois de andarmos até o prédio do Rolex que ficava em uma das margens do lago, descobrimos que era para nos encontrarmos no outro prédio Rolex na outra margem. Como andar já esta virando um costume, chegamos a outra margem em poucos minutos.

Conseguimos andar um pouco na noite Suíça e paramos para comer KBAB. É um sanduíche gigante com carne de bezerro acompanhado de coca-cola.


Já começamos a pensar no nosso itinerário de amanhã, já que vai ser o único dia que teremos para aproveitar Genebra. Nossos dias estão corridos e segunda-feira partimos para Paris.

Se por acaso eu lembrar de alguma coisa, faço um ps no próximo POST.

Hoje lembrei que é sábado e que tem culto da mocidade da GET. Bateu uma vontade de estar lá.

Jesus abençoe e até breve !
Mais uma vez, obrigado por divulgar e acessar o blog. Hoje as estatísticas foram para 600 visualizações. Muito legal.

#GodBless